Cedeca realiza mais de 300 atendimentos por mês

São famílias de baixa renda que procuram a entidade para orientação a respeito de adoção, tutela, guarda e outros processos ligados à criança e ao adolescente

O CEDECA (Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente “Jair Jesuíno Trindade”) é uma ONG sem fins lucrativos, que atua na cidade desce 1996, com ações voltadas ao atendimento jurídico e social de adolescente em conflito com a lei, em situação de risco, vítima de maus-tratos e negligenciado por parte de instituições públicas e privadas. Ações que agilizam e garantem o cumprimento do ECA.

Nasceu da filosofia e da metodologia da Pastoral do Menor e da reflexão da sociedade sobre a situação da criança e do adolescente do munícipio, a partir de uma pesquisa junto ao Cartório da Infância e da Juventude que apontava acentuada explosão de violência contra adolescente, falta de atendimento adequado e aumento significativo no registro de crianças e adolescentes vítimas de violências institucionais, domésticas e sexuais.

Por mês, são realizados de 300 a 400 atendimentos. Trata-se de familiares, de baixa renda, à procura de orientação a respeito de processos de Adoção, Guarda, Tutela, Busca e Apreensão de Menores, Procedimentos Verificatórios, Destituição do Pátrio Poder e de Adolescentes em conflito com a lei.

A entidade recebe denúncias, propõe e controla políticas públicas de atenção a esse público, monitora o cumprimento das medidas socioeducativas determinadas pelo Poder Judiciário.

O CEDECA promove formação, capacitação e sensibilização da sociedade através de oficinas jurídicas, cursos, palestras para agentes comunitários, líderes de movimentos, Conselhos Tutelares e de Direitos

Parcerias e Projetos

Atualmente, mantém convênio com a Procuradoria Geral do Estado de São Paulo (PGE), o que garante atendimento jurídico à criança, ao adolescente e seus familiares em ações de Guarda, Tutela, adoção, Busca e Apreensão de menores, atos Infracionais e Procedimentos Verificatórios, nos termos da Lei 8.069/90, do Estatuto da Criança e do Adolescente.

Com a prefeitura local, desenvolve o Programa Refazendo Vĩnculos, com atividades lúdicas, socioeducativas e culturais.

O programa atende 32 adolescentes que participam de atividades de artesanato – mosaico e bijuterias -, curso de espanhol, violão, percursão, dança de rua e teatro. O curso de violão é uma parceria entre a entidade e a Fundação Cultiral Cassiano Ricardo de São José dos Campos.

Projeto Telecentro Livre
Em fase de implantação, o projeto de Telecentro Livre visa aproximar a comunidade das novas tecnologias da informação e da comunicação, promovendo a inclusão social através da inclusão digital, por meio de oficinas de comunicação comunitária, arte digital e uso da internet. O acesso livre ao mundo da informação da internet e o estímulo à cidadania e da construção de opções de geração de renda e emprego com as novas tecnologias são alguns dos objetivos do projeto.

Mesa Sesc
Através de parceria com o Mesa Sesc, o CEDECA atua no Programa de Combate à Fome, distribuindo alimentos às famílias dos atendidos e comunidade local.

Metas do CEDECA

Atendimento jurídico à crianças e adolescentes e seus familiares;
Visibilidade através de denuncias ao problema da violência física, psicologia e social perpetradas contra a criança e adolescente no município;
Rompimento do pacto de silêncio através de ações enérgicas e afirmativas;
Desenvolvimento de ações preventivas com a comunidade a fim de que pais, educadores e demais profissionais se tornem agentes multiplicadores e transformadores de sua realidade;
Contribuição para o desmantelamento das redes de violência proporcionando elementos para responsabilização do agente agressor;
Participação nos espaços de democráticos relacionados ao tema;
Promoção de eventos, cursos e campanhas com objetivo de difundir os direitos sociais da criança e do adolescente.


Acompanhe a evolução de atendimento do CEDECA

Em 2004, 2.122 pessoas foram orientadas pelo CEDECA nas mais diversas ações judiciais. Desse total, 333 ações ajuizadas referentes à Guarda, Modificação de Guarda, Tutela, Adoção, Busca e Apreensão de Menores, Procedimentos Verificatórios, Defesas e diversos.
Foram realizadas 173 defesas de adolescentes em conflito com a lei.

No ano de 2005, foram 2.823 atendimento, sendo 153 de adolescentes em conflito com a lei.

Em 2006, a entidade realizou 3.104 atendimentos. Desse total, 280 ações de Adoção, Guarda, Modificação de Guarda, Busca e Apreensão de Menores foram ajuizadas, 431 defesas realizadas, 305 ações encerradas e 389 audiências.

CEDECA fica na Rua Siqueira Campos, 483, Vila Maria, São José dos Campos. Se você tiver alguma sugestão, denúncia, ou mesmo quiser ser voluntário do CEDECA, envie seu e-mail para cedeca@gmail.com.

Mapa revela aumento de pontos de exploração sexual infanto-juvenil nas rodovias

Número sobe 56,9% em comparação com o ano passado, mas Polícia Rodoviária Federal diz que o fato não reflete aumento na quantidade de crimes

A Polícia Rodoviária Federal identificou 1.918 pontos vulneráveis à exploração sexual de crianças e adolescentes nos mais de 60 mil quilômetros da malha rodoviária federal brasileira. O levantamento mostra que pátios de postos de combustíveis, bares, restaurantes e prostíbulos às margens das estradas são os locais mais críticos.

Somente neste ano a entidade já encaminhou 65 menores de 18 anos em situação de risco aos conselhos tutelares, o que representa mais da metade de todos os casos registrados no ano passado, quando 127 jovens foram encaminhados à rede de proteção

O mapa da exploração sexual de crianças e adolescentes em rodovias federais começou a ser elaborado em 2004, a partir de parceira entre a Polícia Rodoviária Federal e a Secretaria Especial dos Diretos Humanos da Presidência da República.

O levantamento de revelou 1.222 prováveis pontos de incidência. Em 2005 eram 844 locais identificados. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, não se pode afirmar qual estado da Federação possui o pior quadro de exploração sexual às margens das rodovias. Minas Gerais apresenta a maior quantidade de pontos vulneráveis: 290.

São Paulo aparece em sexto lugar. Em 2006 foram registrados 66 pontos. Em 2007, o número cresceu 48,4%, passando para 98 pontos.

Acompanhe o mapa dos pontos vulneráveis à exploração sexual de crianças e adolescentes e a sua colocação no site da andi.

Adolescente em conflito com a lei terá plano de assistência

DF: governo cria plano de assistência para adolescentes em conflito com a lei

O secretário de Saúde do Distrito Federal, José Geraldo Maciel, anunciou ,no dia 15 de maio, com representantes da Secretaria de Justiça e da Vara da Infância e da Juventude, o Plano Operativo Estadual de Atenção Integral à Saúde dos Adolescentes em Conflito com a Lei.

O projeto, financiado pelo Governo Federal e pelo governo do DF, visa atender aos adolescentes internados em unidades de privação de liberdade.

A capacitação de profissionais para atenção, educação e promoção da saúde começam no mês que vem.

O secretário não disse quanto será investido, mas afirmou que toda a rede terá recursos para o projeto. De acordo com José Geraldo Maciel, além de atendimento psicológico os jovens receberão ainda orientação sobre saúde sexual, tratamento odontológico, físico e imunização.

Fonte: Jornal do Brasil – RJ, Rafania Almeida, 16/05/2007

Combate à exploração sexual

O Conselho Tutelar de Caraguatatuba, Litoral Norte, vai intensificar, a partir desta sexta-feira, 18 de maio, suas ações no combate à exploração sexual infantil no município. Além disso, pretende conscientizar a população estimulando-a a denunciar os casos.

A ação, que faz parte do Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual, será marcada pela distribuição de panfletos que esclarecem o tipo de crime e as formas de combatê-lo.

Serão distribuĩdos panfletos que esclarecem o que é o crime de exploração sexual infantil e a forma de combate. O material, que será distribuído em locais de grande concentração de pessoas, como hospitais, prefeitura, rodoviária, objetiva, também estimular a denúncia.

Segundo a coordenadora do Conselho Tutelar de Caraguá, Maisa Nascimento de Oliveira, desde que a campanha teve início, no ano passado, as denúncias de abuso e exploração sexual aumentaram em 80%.

Mapa
Caraguatatuba, Litoral Norte, é uma das 14 cidades da região que foram incluídas no Mapa da Prostituição Infantil, divulgado em março de 2006 pela Secretaria Especial de Direitos Humanos, do Governo Federal.

Outras cidades do Vale do Paraíba e Litoral Norte, como Bananal, Caçapava, Campos do Jordão, Ilhabela, Jacareí, Lavrinhas, Lorena, Pindamonhangaba, Roseira, São José dos Campos, São Sebastião, Silveiras e Ubatuba, também foram apontadas no levantamento do Governo Federal sobre a prostituição infantil.


Turismo sexual

O principal ponto de prostituição infantil no município é a avenida Rio Branco, trecho municipalizado da rodovia Rio-Santos, onde é comum encontrar adolescentes, com idades entre 13 e 17 anos, se prostituindo.

Fonte: Jornal valeparaibano - 17/05/2007

São Paulo registra uma vítima de estupro a cada 4 horas

Diariamente, de 10 a 12 mulheres, de todas as idades, dão entrada no Hospital Pérola Byington, região central de São Paulo, vítimas de violência sexual.

As estimativas mostram que três ou quatro casos são de estupro. A cada semana pelo menos três mulheres que engravidaram após serem vítimas desse tipo de crime fazem aborto legal no hospital.

Cerca de 40% das que são submetidas à cirurgia têm entre 10 e 17 anos, segundo dados da instituição.

Oficialmente ocorreram no ano passado, 2.560 estupros no Estado (1 a cada 4 horas), sendo 312 na capital, 236 na Grande São Paulo e os demais no interior, de acordo com a Secretaria Estadual da Segurança Pública. Mas a realidade que não consta dos dados oficiais pode ser muito pior. Especialistas estimam que, para cada caso de violência conhecido, entre cinco e seis mulheres guardam segredo.

Adolescentes - Embora os números não estejam crescendo, a população com maior risco de sofrer violência sexual continua sendo as adolescentes. Segundo o médico Jefferson Drezett, coordenador do Serviço de Violência Sexual e Aborto Legal do Hospital Pérola Byington, as jovens têm, em média, quatro vezes mais chances de sofrerem abuso. Mais vulneráveis, as meninas não têm os mecanismos de defesa das mulheres adultas. Na maioria dos casos (90%), os agressores são conhecidos.

Fonte: Andi, 16/05/2007
http://www.andi.org.br/

Ajude a achar uma criança desaparecida

Chega de boatos e d[uvidas sobre crianças desaparecidas!!!!!!

Agora que o governo federal criou o site Crianças e Adolescentes Desaparecidos
http://www.desaparecidos.mj.gov.br/, você pode ajudar:

Toda vez que receber um e-mail sobre criança desaparecida, verifique nesse
site se a informação verídica, e, ao invés de divulgar o desaparecimento
de apenas uma criança, divulgue também o endereço do site.

Estaremos ajudando muito mais pessoas.

Clero ataca governo por negar ensino religioso obrigatório

O episcopado brasileiro reagiu na última sexta-feira (11) de forma enfática à rejeição do governo brasileiro a um acordo entre a Santa Sé e o Itamaraty que inclua a obrigatoriedade do ensino religioso nas escolas públicas.

Em visita ao Brasil, o Papa Bento XVI pediu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva empenho para aprovar o acordo. O presidente reafirmou o seu compromisso com a preservação do Estado laico.

A crítica mais contundente veio do cardeal-arcebispo emérito do Rio de Janeiro, dom Eugenio Sales, que chamou a postura do governo de “contra-senso”.

(O Globo – RJ, Gerson Camarotti e Eliane Oliveira , 12/05/2007)

A maioridade penal em debate

Antecipação da maioridade penal se tornou um equívoco na busca de solução para a violência

A antecipação da maioridade penal no Brasil encontrou, a partir da morte brutal do menino João Hélio, em fevereiro, as condições ideais para angariar apoio de uma parcela significativa da sociedade.

Como resposta à presença de um adolescente entre os cinco acusados pelo crime, a tramitação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que prevê pena de prisão comum para jovens a partir dos 16 anos ganhou fôlego e obteve, em 26 de abril, a aprovação pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

O clamor popular pela punição mais severa aos adolescentes autores de crimes hediondos parece ignorar dois aspectos decisivos para a compreensão do que representa a mudança: o baixíssimo porcentual de adolescentes envolvidos em delitos e a imagem equivocada de que, dos 12 aos 18 anos, não são punidos por seus atos.

O linchamento público dos jovens em conflito com a lei, com apoio de grande parte da mídia, teve efeito sobre a percepção em relação aos jovens. De principais vítimas da violência, eles foram transformados em culpados pela criminalidade.

De acordo com números da Secretaria de Segurança do Estado de São Paulo, menos de 1% dos homicídios e apenas cerca de 4% do total de crimes no estado são praticados por adolescentes, o que transforma o encarceramento de adolescentes em, no mínimo, medida inócua contra a criminalidade.

(Carta Capital, João Marcelo Erthal, 13/05/2007)

Ato público em defesa da criança e do adolescente

Nesta terça-feira, 15 de maio, das 9h às 13h, acontece o Ato Público pelo Fortalecimento de Políticas de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente e Criação de Comissão Permanente. O evento será no Auditório Franco Montoro, da Assembléia Legislativa de São Paulo.

Estarão presentes, entre outros, o ministro Paulo de Tarso Vanucchi, secretário nacional de Direitos Humanos, Rogério Pinto Coelho Amato, Secretário Estadual de Assistência e Desenvolvimento Social, José de Filipi Júnior, prefeito municipal de Diadema, Antônio Carlos Malheiros, desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo e coordenador da Área da Infância e Juventude do TJ, Maria Lúcia Prandi, deputada estadual e presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Criança e do Adolescente, Ariel de Castro Alves, conselheiro do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) e secretário geral do Condepe – Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, Padre Júlio Lancelotti, coordenador da Pastoral do Menor e da Casa Vida, e Marcelo Nascimento, vice-presidente da Associação de Conselheiros Tutelares do Estado de São Paulo.
Fonte: Andi

Câmara aprova projetos sobre exploração sexual infantil

O plenário da Câmara dos Deputados no dia 10 de maio, dois projetos que protegem crianças e adolescentes de crimes sexuais. As proposições tratam da produção de pornografia envolvendo pessoas com menos de 18 anos e sobre a hospedagem de crianças e adolescentes em hotéis sem autorização dos pais.

Uma das proposições aprovadas é o PL 4851/2005, que tipifica o crime de fotografar ou filmar, disponibilizar ou facilitar o acesso na Internet a cenas de sexo explícito ou pornográficas envolvendo criança ou adolescente. O projeto prevê prisão de dois a seis anos e multa para quem praticar o crime.

Já o PL 4852/2005 altera o artigo 250 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), estabelecendo regras para a hospedagem de crianças e adolescentes desacompanhados dos pais em hotéis, pensões ou motéis.

]Segundo o texto aprovado, o estabelecimento que hospedar menores de idade nessa condição ou sem autorização escrita dos responsáveis fica sujeito a multa. Em caso de reincidência, a autoridade judiciária poderá determinar o fechamento do local.

A Câmara concluiu ainda a votação do PL 4125/2004, que obriga os hotéis, bares, restaurantes e postos de combustíveis a exibir cartazes informando o caráter criminoso da exploração sexual infanto-juvenil.

Agora os três projetos seguem para análise do Senado Federal. Das propostas da CPMI, a Câmara ainda deve apreciar duas: o PL 4126/2004, que prevê procedimento especial para exame pericial de crianças e adolescentes em caso de abuso sexual, além da elaboração de um laudo psicossocial; e o PL 4850/2005, que altera o Código Penal definindo os crimes sexuais como penalidades contra a pessoa, e não contra os costumes, como é hoje. Com essa mudança, as penas passam a ser mais rigorosas.

Fonte: Andi

Powered by WordPress     Renderizado com 27 consultas e 3.533 segundos.    CEDECA Theme